E se povo tivesse a chance de votar pelo acordo climático?

•16/12/2009 • Deixe um Comentário

Letícia Freire, do Mercado Ético

Já pensou se nós, seres humanos comuns, tivéssemos a chance de participar de um plebiscito sobre o acordo climático? Essa pergunta veio em minha mente depois de ler, nesta manhã, o desabafo virtual de Myles Allen, chefe do Climate Dynamics Group, ligado ao departamento de Física da Universidade de Oxford.

“Disseram que esse encontro poderá causar mudanças substanciais em vários aspectos da nossa vida, e muito mais na vida de nossos netos. Disseram que esse acordo envolverá decisões em áreas fundamentais para a política global. Não seria o caso de dar à humanidade a chance de resposta para os entraves políticos?”, diz ele logo no começo do documento. Instantaneamente pensei: “seria interessante!”
Claro que muitas razões indicam que essa pode não ser uma idéia tão boa assim. Imagine, por exemplo, a consequência de amargar um “não” para nossas obrigações climáticas? (Kyoto ainda revive para nos contar esse sentimento).

Como Allen mesmo relata em seu artigo, inúmeros argumentos técnicos estão em jogo. Pouco se fala, por exemplo, sobre os processos que conduzirão o mundo a uma economia de baixo carbono e como o excedente gerado pelo comércio de CO2 deve ser aplicado em nome da sustentabilidade, ao invés de interesses privados e restritos. Pensar nisso é pensar no preço que pagaremos pelas decisões dos chefes de estado reunidos para encerrar as negociações da COP15.

Entender e pedir por um bom acordo nunca é demais, seja ele pelo voto direto ou não. Os impasses estão acontecendo e eram esperados. Mas, supondo que a questão climática fosse decida pelas pessoas, qual seria sua resposta? Você apoiaria um acordo associado ao comércio de carbono, desenvolvido para mitigar os efeitos do aquecimento global?

Confrontos em Copenhague

•15/12/2009 • Deixe um Comentário

“A visão dos representantes da sociedade civil mundial sustenta: a situação da Terra e da humanidade é tão grave que somente o princípio de cooperação e uma nova relação de sinergia e de respeito para com a natureza nos poderão salvar. Sem isso vamos para o abismo que cavamos”, escreve Leornado Boff, teólogo, constando que duas visões se confrontam em Copenhague.

Leia o artigo na íntegra no sítio do IHU

Dilemas do crescimento sustentável

•14/12/2009 • Deixe um Comentário

A continuidade do crescimento econômico é compatível com o que se convencionou chamar de sustentabilidade? O progresso social sempre dependerá do crescimento econômico? As análises usadas para se avaliar essa relação estão baseadas em convenções ultrapassadas, criadas quando nem se percebia a existência do aquecimento global?

Essas e outras questões estão no centro das discussões do livro Mundo em Transe: Do aquecimento global ao ecodesenvolvimento, do economista e especialista em desenvolvimento sustentável José Eli da Veiga.

Leia na íntegra a reportagem de Alex Sânder Alcântara da Agência FAPESP

Indígenas levantam a voz em Copenhague

•11/12/2009 • Deixe um Comentário

As florestas significam mais do que sua capacidade de absorção de dióxido de carbono (principal gás-estufa) para os povos indígenas e comunidades locais. Têm uma importância histórica, cultural e espiritual para eles. Joan Carling, secretária-geral da organização Asia Indigenous Peoples Pact (AIPP), disse que os povos indígenas do mundo sabem que a principal causa da mudança climática são os países desenvolvidos. “Também sabem que os indígenas têm a melhor marca de carbono (quantidade de gases-estufa emitidos), mas são os mais prejudicados pela mudança climática”, acrescentou.

Leia na íntegra a reportagem de Nassen Ackburally no sit da IPS

Mudança Climática: “Feira de falsas soluções”

•10/12/2009 • Deixe um Comentário

A conferência sobre mudança climática parece uma “grande feira de soluções”, onde as pessoas evitam falar do problema de fundo, que é a mudança do modelo de desenvolvimento, disse à IPS a brasileira Miriam Nobre, coordenadora do secretariado da Marcha Mundial das Mulheres.

Lei na íntegra a entrevista de Daniela Estrada no sítio da IPS

Dia Internacional contra a Corrupção

•09/12/2009 • Deixe um Comentário

O Dia Internacional contra a Corrupção, comemorado no dia 9 de dezembro, é uma referência à assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, que ocorreu na cidade mexicana de Mérida. Em 9 dezembro de 2003, mais de 110 países assinaram a Convenção, que entrou em vigor, internacionalmente, no dia 14 de dezembro de 2005. No Brasil, O Congresso Nacional aprovou o texto em maio de 2005 e no dia 31 de janeiro de 2006 a Convenção foi promulgada, passando a vigorar no país com força de lei. A Convenção da ONU contra a Corrupção é o mais completo e abrangente instrumento internacional juridicamente vinculante (que obriga cumprimento). Prevê a cooperação para recuperar somas de dinheiro desviadas dos países (rastrear, bloquear e devolver bens) e prevê a criminalização do suborno, lavagem de dinheiro e outros atos criminosos, ligados à corrupção.

A corrupção – em grande ou pequena escala – é crime. Veja alguns exemplos. Grandes quantias de dinheiro são pagas para obter contratos com o governo ou burlar a fiscalização. Também há muitos casos em que se paga propina para uma simples emissão de documento de identidade ou passaporte. Não são infrações menores. Estima-se que, a cada ano, mais de um trilhão de dólares são destinados a pagar subornos de todos os tipos. Isso é muito grave. E as conseqüências são ainda mais profundas.

A corrupção corrói a confiança nas instituições e o elo entre a sociedade.

O Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) acredita que é possível controlar a corrupção. Todos têm um importante papel: os governos, o setor privado, as ONGs, os meios de comunicação, as organizações religiosas…Cada cidadão tem que fazer a sua parte. EXERCITE SUA CIDADANIA.

Acordo imprescindível

•08/12/2009 • Deixe um Comentário

Agência FAPESP – Se – com grande ênfase no condicional – um acordo político de peso for obtido na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), que começou na segunda-feira (7/12) em Copenhague, na Dinamarca, e se – o mais importante – esse acordo for implementado, o mundo poderá ter 50% de chance de evitar um aquecimento global de mais de 2º C, considerado como limite para uma catástrofre climática.

A afirmação – e os condicionais – são de Nicholas Stern, conselheiro do governo britânico para assuntos de mudanças climáticas, e serve de alerta para as negociações que chamarão a atenção do mundo nessas duas semanas.

O economista coordenou o documento, que acabou conhecido como “Relatório Stern”, encomendado pelo governo britânico e publicado em 2006 que analisa os impactos econômicos das mudanças climáticas. Segundo o documento, com um investimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, pode-se evitar a perda de 20% do PIB em 50 anos.

Lei na íntegra a reportagem no sítio da Agência FAPESP

Copenhague tem início com 34 mil participantes

•07/12/2009 • Deixe um Comentário

Representantes de quase 200 países estão aos poucos enchendo a cidade. Segundo a Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC), as inscrições para participar do evento já passaram do dobro da capacidade do Bella Center, local onde será realizado. Foram 34 mil pedidos para estarem em um espaço capaz de abrigar até 15 mil. O credenciamento de jornalistas, por exemplo, teve que ser suspenso quando chegou ao número de 5 mil. E aqueles que não retiraram sua credencial no domingo, não poderão fazê-lo na segunda-feira até meio-dia.

Leia na íntegra a reportagem de Paula Scheidt da Carbono Brasil

Acordo fraco em Copenhague afeta direitos humanos

•04/12/2009 • Deixe um Comentário

Especialistas das Nações Unidas emitem comunicado a dois dias da abertura oficial da Convenção da ONU sobre Mudança Climática; 20 relatores da organização assinaram o texto, que alerta sobre as consequências para os direitos humanos caso um consenso não seja alcançado.

Lei na íntegra a reportagem de Daniela Traldi da Rádio ONU

Campanha tic tac tic tac – Tô no clima para salvar o planeta

•03/12/2009 • Deixe um Comentário

O evento, que acontece na área externa do Auditório do Ibirapuera e na marquise do Parque Ibirapuera, São Paulo (SP), no dia 6 de dezembro (domingo), pretende mobilizar a sociedade brasileira a pressionar líderes nacionais e globais para que não seja adiado o compromisso de firmar um novo arcodo climático global em Compenhague.

Veja mais no sítio da campanha

 
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